Educação 5.0 de São José será destaque em jornal do Japão
Jornalistas e fotógrafos japoneses com alunos e professores joseenses, todos felizes com a troca de experiências e conhecimento – Foto: Claudio Vieira/PMSJC.
A Educação 5.0 de São José dos Campos, inovadora, moderna, tecnológica, inclusiva e transformadora, segue cruzando fronteiras e agora chegará ao outro lado do mundo.
Uma comitiva com repórteres e fotógrafos do jornal japonês Seikyo Shimbun, que possui a gigantesca e impressionante tiragem diária de 5,5 milhões de exemplares, visitou a Emefi (Escola Municipal de Ensino Fundamental Integral) Homera da Silva Braga, que já foi certificada com o selo Escola 5.0, tem 930 alunos e está localizada no bairro Cidade Morumbi, na região sul.
Eles também estiveram no Cephas (Colégio de Educação Profissional Hélio Augusto de Souza), mantido pela Prefeitura através da Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza), e no polo do colégio no PIT (Parque de Inovação Tecnológica). Saiba mais sobre esta visita.
As reportagens estamparão as páginas do Seikyo Shimbun no primeiro semestre deste ano, provavelmente em maio, reproduzindo as experiências exitosas da educação em São José e como a tecnologia tem sido utilizada pelos estudantes em prol da sociedade.
É mais um reconhecimento à qualidade do ensino do Cephas e à Educação 5.0, referência nacional e que tem conquistado muitos prêmios.
E que ganha ainda mais importância por São José ter divulgadas suas ações de Educação e tecnologia no periódico de um país que é referência mundial nestas duas áreas.
A estudante Maria Clara estampará as páginas do Seikyo Shimbun | Foto: PMSJC.
Experiências exitosas
Durante a visita à Emefi Homera Braga, realizada no último dia 24 de março, o repórter Masayuki Omiya, que tem 42 anos e é pedagogo, estava acompanhado por dois fotógrafos.
Também estiveram presentes representantes joseenses da BSGI (Brasil Soka Gakkai Internacional), que integra a Soka Gakkai, organização filiada à ONU (Organização das Nações Unidas) presente em 192 países e que é voltada à promoção da paz, cultura e educação com foco no desenvolvimento humano.
Com 12 milhões de membros espalhados pelo mundo, a Soka Gakkai é a mantenedora do jornal Seikyo Shimbun.
Omiya entrevistou a gestora do Ceja (Centro de Educação de Jovens e Adultos), Letícia Alessandra Silvério dos Santos, que tem 29 anos e que em 2024 foi a professora responsável pelo projeto de enriquecimento curricular das turmas do 6º ao 9º ano da escola do Morumbi.
Também colheram o depoimento de Maria Clara Fernandes Pereira, que tem 13 anos e cursa o 8º ano na Homera Braga. Em 2024, ela foi uma das vencedoras da categoria Infográficos do Empreende – Startups Educacionais, ponto alto da Educação Empreendedora na rede de ensino municipal.
A professora Letícia: nossos alunos são protagonistas | Foto: Cláudio Vieira/PMSJC.
Inovação e inclusão
Entre as experiências transformadoras, inovadoras e inclusivas em prol do bem comum que serão retratadas no jornal japonês está um projeto digital desenvolvido pelos alunos do 9º ano. Eles criaram uma empresa que permite que mulheres sem mãos possam se maquiar.
“A Prefeitura já tem este olhar humanista de transformar os alunos em empreendedores de suas próprias histórias no futuro, sendo os protagonistas. Efetivamente, nossos estudantes colocam a mão na massa”, disse Letícia.
“Este conceito está presente em todas as escolas de São José. Expliquei para o jornalista japonês como desenvolvemos este trabalho de transformar o olhar do jovem em prol da sociedade, fazendo uso real e efetivo da tecnologia”, completou a professora.
Maria Clara também ficou emocionada com a experiência.
“Foi uma experiência diferente ser entrevistada pelos japoneses. Nossas escolas têm muitas experiências legais que podem ser reproduzidas em outras cidades e países. Fico feliz de saber que o nome da nossa cidade está sendo levado para o Japão”, afirmou satisfeita.
A reportagem deverá ser publicada no primeiro semestre | Foto: Cláudio Vieira/PMSJC.
Brilho nos olhos
A visita da comitiva do Seikyo Shimbun ao Brasil também incluiu o Rio de Janeiro, Belém (PA), São Paulo, Diadema (SP) e Santana do Parnaíba (SP), sempre em busca de novas experiências nas áreas de educação e cidadania.
Jornalista, pedagogo e humanista, o repórter Omiya e seus colegas fotógrafos ficaram encantados com o ambiente escolar que encontraram na Emefi Homera Braga e que se reproduz em todas as escolas da rede municipal de ensino.
Simpáticos e com sorrisos escancarados no rosto, eles se divertiram na interação com os estudantes, que não falam japonês. Já os jornalistas conhecem pouquíssimas palavras em português, mas todos se entenderam na linguagem universal do conhecimento.
Omiya ressaltou que visitar São José foi a realização de um grande sonho e confessou ter ficado admirado com o “brilho nos olhos” dos estudantes do Homera Braga.
“Tenho uma filha de 14 anos e um filho de 9 anos que são alunos da rede pública no Japão. Gostaria de trazê-los para conhecer esta escola [a Emefi Homera Braga]. Nunca vi o tipo de ambiente que encontrei aqui. Se meus filhos estudassem aqui, com certeza iriam aprender mais rápido”, disse o jornalista japonês.
Ele destacou ainda ter ficado feliz por ver como os estudantes brasileiros utilizam a tecnologia em prol da sociedade (leia a entrevista completa abaixo).
Para Omiya, estudantes brasileiros usam tecnologia para o bem | Foto: Cláudio Vieira/PMSJC.
Laços de amizade
Os laços da quase centenária Soka Gakkai –completará um século de vida em 2030– e, consequentemente, do jornal Seikyo Shimbun com São José são antigos e estreitos.
Educadores e humanistas, os três primeiros presidentes da associação tiveram seus nomes perenizados no município.
O fundador Tsunessaburo Makiguti dá nome à rua do Cephas no bairro Floradas de São José, na região sul. O segundo presidente, Jossei Toda, tem um busto na praça batizada com seu nome em frente ao Cephas.
A biblioteca do colégio mantido pela Prefeitura é denominada Daisaku Ikeda, terceiro presidente da Soka Gakkai e que em 2004 recebeu o título de cidadão joseense pelos relevantes serviços prestados ao município.
Os livros para montagem da biblioteca do Cephas foram doados pela Soka Gakkai. Kanebo Ikeda, mulher de Daisaku Ikeda, também foi homenageada e deu nome ao jardim do colégio.
Certificada como Escola 5.0, a Homera Braga tem 930 alunos | Foto: Cláudio Vieira/PMSJC.
Criação de valor
Primeira Cidade Inteligente, Sustentável e Resiliente do Brasil, São José dos Campos é reconhecida mundialmente como a capital brasileira da aviação e também por seus avanços tecnológicos.
Agora, é também a cidade da Educação 5.0 e o ensino de qualidade e transformador sairá dos nossos bancos escolares e chegará à Terra do Sol Nascente através das páginas do Seikyo Shimbun.
Os 18.506 quilômetros que separam São José do Japão foram encurtados após a visita da comitiva japonesa. A teoria pedagógica da criação de valor disseminada pela Soka Gakkai encontrou terreno firme nas escolas municipais de São José.
Como disse Daisaku Ikeda no final do seu discurso ao receber o título de cidadão joseense em 2004, “que haja prosperidade na São José dos Campos de fama mundial”.
Fama que aumentará ainda mais com as reportagens do Seikyo Shimbun. É a Educação 5.0 de São José rompendo limites e fronteiras e conquistando novos admiradores. Agora, do outro lado do mundo.
Entrevista
Omiya (de camisa polo azul clara ao centro) realizou um sonho ao conhecer São José | Foto: Cláudio Vieira/PMSJCEntrevista com Masayuki OmiyaRepórter do jornal japonês Seikyo Shimbun e pedagogoPor que vocês vieram ao Brasil fazer reportagens sobre Educação?Viemos buscar informações e ver como trabalham os educadores. O que tem sido o diferencial do cenário educacional brasileiro e como isto tem contribuído para o país vencer seus desafios.O que mais te chamou atenção na Educação de São José?Primeiro, o brilho nos olhos dos alunos. Em segundo lugar, no Japão as crianças têm celulares, IPads, tecnologia. São influenciadas pelo mundo digital, mas não sabem usar esta tecnologia. Na verdade, são usadas. Aqui no Brasil, nas escolas que visitamos e em São José, a Educação utiliza a tecnologia para o bem da população. Vemos vontade dos alunos e professores de fazerem a diferença na vida da comunidade.Qual sua experiência com o Brasil?Sou repórter do jornal Seikyo Shimbun desde 2007 e sempre tive o Brasil como foco. Esta é a terceira vez que venho ao Brasil fazer reportagens. Já escrevi vários artigos sobre São José dos Campos, mas é a primeira vez que visito a cidade. Está sendo a realização de um grande sonho.Você comentou que tem dois filhos adolescentes que estudam em escolas públicas no Japão.Sim. Uma filha de 14 anos e um filho de 9 anos, ambos alunos da rede pública. Gostaria de trazê-los para conhecer esta escola que visitei [a Emefi Homera Braga]. Nunca vi o tipo de ambiente que encontrei aqui. Se meus filhos estudassem aqui [na Homera Braga], com certeza iriam aprender mais rápido. |