SACOLINHA DA SOLIDARIEDADE: DESFILE

 

Projeto Sacolinha da Solidariedade transforma vidas com educação, cultura e amor ao próximo em São José dos Campos

 

Projeto com mais de 25 anos de história, participou pela primeira vez em desfile cívico de 7 de setembro. Iniciativa criada por moradora da cidade já beneficiou mais de 200 famílias segue acolhendo crianças com reforço escolar, atividades culturais e atendimento médico.

 

O que começou com encontros de oração entre vizinhos se tornou, ao longo de mais de duas décadas, um projeto social que hoje transforma vidas em comunidades de São José dos Campos. O Sacolinha da Solidariedade, idealizado pela moradora Eunice Leite, já beneficiou cerca de 200 famílias, oferecendo atividades educativas, culturais, esportivas e de saúde para crianças em situação de vulnerabilidade social.

Criado no ano 2000, o projeto surgiu de forma espontânea. Ao notar o crescente número de crianças nos encontros religiosos promovidos por ela na comunidade Santa Cruz, Eunice decidiu, ainda naquele ano, organizar um presépio vivo com as crianças que iam aos encontros com suas mães e uma confraternização. No ano seguinte, ela e o marido prepararam pequenos presentes para as crianças participantes. A iniciativa tocou os amigos do casal, que no ano seguinte também quiseram apadrinhar crianças no fim daquele ano e esta corrente do bem foi se expandindo no decorrer dos anos.

Com o tempo, o foco passou a ser o desenvolvimento integral das crianças. Além dos encontros semanais, Eunice começou a promover visitas a museus e atividades educativas dentro da própria comunidade, como oficinas de pintura, confecção de máscaras, reaproveitamento de alimentos e até pintura em panos de prato — uma forma de também envolver as mães nas ações.

Atualmente, o projeto oferece reforço escolar em português, matemática e inglês, além de bate-papos culturais com visitantes estrangeiros, aulas de empreendedorismo e educação cidadã aos sábados. Também são oferecidos atendimento pediátrico, sessões com fonoaudióloga e aulas de judô, tudo de forma voluntária e gratuita.

“Ninguém é tão limitado que não possa ajudar o próximo”, afirma Eunice, fundadora do projeto.

 

Sem sede própria, Eunice abriu a garagem de sua casa para realizar as atividades. O espaço, no entanto, é limitado, o que obrigou o projeto a restringir o número de crianças atendidas e manter uma lista de espera. Por ser uma iniciativa sem fins lucrativos, todas as ações são mantidas por meio de doações de voluntários, moradores e apoiadores da causa.

Hoje, o Sacolinha da Solidariedade atende crianças das comunidades Santa Cruz, Banhado e Dom Pedro, mas o sonho é ampliar o alcance para beneficiar mais regiões e formar uma verdadeira corrente do bem.

Apesar dos desafios, Eunice acredita no poder da educação, do acolhimento e do exemplo como ferramentas para transformar vidas:

“A gente mostra que, não importa onde você nasce, é possível se tornar um cidadão melhor, buscar seus objetivos e crescer, mesmo enfrentando dificuldades”, diz.

Colaborou nesta edição: Gabriela Leite.

Fotos: Divulgação.

 

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