PRIMEIRO BEBÊ: VACINA CONTRA VSR

 

Primeiro bebê recebe nova vacina contra vírus respiratório

 

O pequeno Kauê, observado pela mãe Monaliza, foi o primeiro recém-nascido a receber anticorpo monoclonal Nirsevimabe – Foto: PMSJC.

 

O Hospital Municipal de São José dos Campos iniciou, nesta quarta-feira (11), a aplicação do anticorpo monoclonal Nirsevimabe. A medida incorpora à rotina assistencial da unidade uma das mais avançadas estratégias de prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

A medida integra as diretrizes atualizadas do Ministério da Saúde, que amplia a proteção aos recém-nascidos, especialmente os mais vulneráveis a complicações respiratórias.

Primeira vacina

A primeira criança a receber a dose foi o pequeno Kauê, internado na UTI Neonatal, que já está protegido contra formas graves da doença.

O imunológico foi implantado no início deste mês em maternidades e unidades de saúde de todo o país e sua incorporação faz parte de uma atualização no protocolo de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Diferente do Palivizumabe, que era o anticorpo utilizado até então na rede pública e exigia aplicação mensal durante todo o período de sazonalidade do vírus — geralmente cinco doses consecutivas — o Nirsevimabe representa um avanço por oferecer proteção prolongada com apenas uma única aplicação.


Vacina fornece anticorpos que impedem a entrada do Virus Sincicial Respiratório | Fofo: Divulgação.

Ambos são anticorpos monoclonais e atuam de forma semelhante, fornecendo anticorpos prontos que impedem a entrada do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) nas células do sistema respiratório do bebê.

No entanto, enquanto o Palivizumabe garantia proteção por cerca de 30 dias a cada dose e era restrito a grupos específicos de alto risco, como prematuros extremos e crianças com cardiopatias ou doenças pulmonares crônicas, o Nirsevimabe tem ação estendida por aproximadamente cinco meses — cobrindo toda a temporada de circulação do vírus — e possibilita a ampliação da estratégia preventiva.

Além de simplificar a logística e melhorar a adesão das famílias, a nova tecnologia aumenta o potencial de redução de internações por bronquiolite e outras complicações respiratórias graves, fortalecendo a proteção dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.


Internado na UTI Neonatal, Kauê agora está protegido contra doenças respiratórias | Foto: Divulgação.

Grupo específico

O Nirsevimabe não é oferecido a todas as crianças de forma universal como as vacinas de rotina (por exemplo, sarampo ou DTP). A administração é focada em recém-nascidos prematuros e crianças pequenas com condições de saúde que os tornam mais suscetíveis a complicações graves do VSR para protegê-los durante o período de maior circulação do vírus — que no Brasil ocorre, em grande parte, entre os meses de fevereiro e agosto.

Para a médica Flávia Paiva Prudente de Morais, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Municipal, a chegada do nirsevimabe representa um avanço significativo na proteção das crianças mais vulneráveis.

“Com o nirsevimabe, esperamos reduzir de maneira expressiva o número de internações por bronquiolite e suas complicações respiratórias graves, diminuindo o sofrimento das famílias e a pressão sobre os leitos de UTI”, afirma a médica.


Em dose única, o Nirsevimabe tem ação estendida por aproximadamente 5 meses | Foto: Divulgação.

A expectativa é que, ao longo da temporada de maior circulação do vírus, a nova medida contribua para diminuir o número de crianças internadas e a gravidade dos casos, sobretudo entre os bebês prematuros e aqueles com comorbidades, que historicamente apresentam maior risco de complicações respiratórias graves. O Hospital Municipal é uma unidade da Prefeitura de São José dos Campos gerenciada pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).

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