Nova ala hospitalar vai atender jovens com dependência química
Dos 100 leitos do Francisca Júlia destinados à rede pública, 12 serão para adolescentes – Foto: Divulgação.
A Prefeitura de São José dos Campos assinou novo convênio com o Hospital Francisca Júlia, especializado em saúde mental, que ampliou para 100 leitos destinados a pacientes da rede pública portadores de transtornos psiquiátricos.
Desse total, 12 vagas são disponibilizadas exclusivamente à internação de adolescentes de ambos os sexos (9 masculinos e 3 femininos) em tratamento do uso de álcool e drogas.
Inaugurado no dia 10 de novembro, o novo centro é o primeiro do Vale do Paraíba de atendimento à dependência química voltado exclusivamente a esse público. A unidade oferece tratamento humanizado, combinando abordagens psiquiátricas, psicológicas e psicossociais com o objetivo de interromper ciclos de uso abusivo e promover reintegração social.
O acesso ao serviço de internação ocorre por meio de encaminhamento das unidades de saúde mental.

Novos leitos para adolescentes em tratamento de dependência química | Foto: Divulgação.
Conforme levantamentos clínicos do Francisca Júlia, adolescentes com ansiedade, depressão e solidão pós-pandemia têm recorrido ao álcool e às drogas. Em 90% dos casos, o uso é uma forma disfuncional de tentar aliviar a dor, o que pode agravar o quadro psiquiátrico a médio prazo.
De acordo com a instituição, pesquisas apontam que jovens usuários têm quatro vezes mais chances de desenvolver transtornos de humor e ansiedade após o início do uso. A vulnerabilidade é explicada pela imaturidade cerebral e emocional dessa faixa etária, que intensifica a busca por prazer imediato e pertencimento social.
Abordagem humanizada
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O modelo de tratamento aos adolescentes é centrado na pessoa, com apoio de uma equipe multidisciplinar de médicos psiquiatras, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, educadores físicos, consultores em dependência química, oficineiros e enfermeiros 24 horas.
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A proposta terapêutica combina abordagem cognitivo-comportamental, arteterapia, atividades corporais, acompanhamento pedagógico e familiar, conforme a legislação específica.
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O ciclo começa no resgate do sofrimento psíquico e depois segue no combate à dependência, em um cuidado integrado com tratamento e terapia ocupacional.

