MOMENTO COM DEUS

Os exercícios espirituais e a cura do ressentimento

 

O ressentimento é uma realidade profundamente humana, mas, à luz das Escrituras, precisa ser compreendido para além de uma simples reação emocional. Trata-se de uma disposição interior que, quando alimentada, compromete a comunhão com Deus, fere os relacionamentos e aprisiona a alma.

O ressentimento é, acima de tudo, um pecado. Ele nasce da natureza pecaminosa herdada de Adão. Não somos pecadores porque pecamos; pecamos porque somos pecadores. Como tais, produzimos as obras da carne, descritas por Paulo em Gálatas 5.19–21: imoralidade sexual, ódio, discórdias, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções, inveja, embriaguez, orgias e coisas semelhantes.

O ressentimento pode ser compreendido como a ira repetidamente revivida no coração. Por isso, não se trata apenas de uma reação negativa da alma, mas de uma atitude que desagrada profundamente a Deus. Ele rompe a comunhão com o Senhor e se volta tanto contra nós mesmos quanto contra o próximo.

Todo pecado requer o tratamento proposto pelas Escrituras Sagradas: arrependimento sincero, confissão humilde diante de Deus, disposição para mudar de direção e aceitação do perdão oferecido por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

O pecado cria uma barreira entre Deus e o ser humano, evidenciando a incompatibilidade entre a santidade divina e a nossa condição pecadora. Contudo, Deus, em sua graça, providenciou o caminho da reconciliação. Ele enviou o seu Filho para a cruz, onde tomou sobre si a nossa dívida e nos resgatou do poder do pecado. Ao derramar o seu sangue, o Senhor Jesus abriu o caminho da salvação e restaurou nossa comunhão com o Pai. Como afirma o apóstolo João: “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7).

Mesmo perdoados e reconciliados com Deus, a velha natureza ainda habita em nós. Por isso, continuamos capazes de pecar, o que torna necessária uma vigilância constante. A vida cristã não é marcada apenas por um ato inicial de conversão, mas por um processo contínuo de santificação.

É nesse contexto que se inserem os exercícios espirituais, também chamados de práticas devocionais. Assim como um atleta se exercita para ganhar resistência e disciplina, o cristão precisa se exercitar espiritualmente para resistir ao pecado — inclusive ao ressentimento.

Elben César descreve com profundidade o valor dessas práticas:

 “As práticas devocionais são exercícios de sobrevivência e de plenitude espiritual. No critério de Paulo, ‘o exercício corporal é de algum valor, mas o exercício espiritual é muito mais importante’, pois revigora tudo o que fazemos. As práticas devocionais abarcam todos os exercícios que produzem, aperfeiçoam e sustentam a perfeita comunhão do pecador salvo e redimido por Jesus Cristo com o próprio Deus. Elas acabam com a distância entre Deus e o homem e levam o crente ao ponto máximo da comunhão, tornando-o amigo de Deus (Jo 15.14–15). Graças a essa ligação contínua com Cristo, o cabeça da Igreja (Ef 5.23), o corpo, bem ajustado e sustentado por suas juntas e ligamentos, cresce com o crescimento que vem de Deus (Cl 2.19).”

Essas práticas exigem trabalho, esforço e tempo. Assim como a criança suga o leite materno e a mãe o produz à medida que é sugado, o crente não pode ser leviano na busca de Deus. Do mesmo modo que as plantas que sobrevivem no deserto precisam de raízes profundas para alcançar a umidade do subsolo, o cristão deve aprofundar-se em Deus para encontrar as fontes de água viva que o mantêm espiritualmente vivo e vigoroso.

A leitura diligente da Bíblia, a oração perseverante, a confissão sincera, a restauração dos relacionamentos, o discernimento espiritual e outras práticas devocionais contribuem para a higiene da alma. Elas nos ajudam a identificar e tratar atitudes pecaminosas antes que criem raízes profundas no coração.

Quando cultivamos uma vida espiritual saudável, tornamo-nos menos propensos ao ressentimento e mais dispostos ao perdão. A comunhão constante com Deus suaviza o coração, cura feridas antigas e nos conforma, dia após dia, à imagem de Cristo.

A cura do ressentimento não acontece de forma instantânea, mas por meio de um caminho de arrependimento, graça e disciplina espiritual. Ao nos exercitarmos nas práticas devocionais, permitimos que o Espírito Santo trabalhe em nós, promovendo libertação, restauração e maturidade espiritual.

Que busquemos, portanto, uma vida de comunhão profunda com Deus, certos de que, quanto mais perto estivermos dEle, mais livres estaremos do peso do ressentimento e mais capazes seremos de amar e perdoar.

 

*Pr. Luiz César Nunes de Araújo e sua esposa, Valdenice Pimenta de Araújo. Pastor da ICE Central de São José dos Campos e Presidente da Igreja Cristã Evangélica do Brasil com sede em Anápolis-Goiás.

 

O significado do Natal

“Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que vocês, pela sua pobreza, se tornassem ricos.” –  2 Coríntios 8:9.

À medida que o ser humano amadurece, cresce também o seu desejo por estabilidade, previsibilidade e segurança. Procuramos lares firmes, rotinas confiáveis e relações que ofereçam algum senso de controle sobre a vida. Mudanças inesperadas nos inquietam: uma transferência de cidade, uma mudança de trabalho, a quebra de planos cuidadosamente construídos ou mesmo alterações profundas na estrutura familiar. Em geral, gostamos de saber onde estamos pisando.

Quando olhamos para o Natal à luz dessa realidade, somos confrontados com a maior mudança da história: a encarnação do Filho de Deus. A pergunta que se impõe é profunda e inevitável: por que Jesus fez a maior mudança de todas? Por que deixou a glória celestial? Por que renunciou ao trono onde era eternamente adorado? Por que se afastou da comunhão visível dos anjos e entrou em um mundo marcado pelo pecado, pela dor e pela morte?

O apóstolo Paulo responde a essa questão de maneira magistral em um único versículo, que se torna uma das mais ricas declarações cristológicas do Novo Testamento. Em 2 Coríntios 8:9 encontramos não apenas uma explicação teológica, mas uma revelação pastoral do coração de Deus. Neste texto, Paulo apresenta o verdadeiro significado do Natal por meio de três grandes verdades: a graça revelada, a identificação de Cristo conosco e a promessa da nossa riqueza espiritual.

Aqui temos a Palavra de Deus mostrando como o Natal vai muito além de uma data comemorativa. Ele é a celebração do amor divino que se fez carne, entrou na história humana e transformou para sempre o destino daqueles que recebem o presente de Cristo.

1. O Natal como a Graça de Deus Manifestada.

Paulo inicia sua afirmação dizendo: Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. É significativo que o apóstolo não fale da graça como algo distante ou futuro. Ele afirma que os cristãos já a conhecem. A graça não é uma possibilidade abstrata, nem apenas uma promessa escatológica; ela é uma realidade revelada na história.

Na teologia bíblica, graça é o favor imerecido de Deus concedido a pecadores. Não é recompensa por mérito humano, nem pagamento por boas obras. Graça é Deus agindo em amor quando nada em nós poderia justificar tal ação. No contexto de 2 Coríntios, Paulo usa esse conceito para motivar a generosidade dos cristãos, lembrando-os de que toda doação cristã nasce da experiência prévia com a graça divina.

A encarnação de Cristo é a expressão máxima dessa graça. O Natal não começa em Belém, mas no coração eterno de Deus, que decidiu agir em favor da humanidade caída. O presépio aponta para um Deus que não permaneceu distante, mas se aproximou radicalmente do ser humano.

Embora celebremos o nascimento de Jesus no Natal, é impossível separar o presépio da cruz. A encarnação é o caminho; a cruz é o ápice; e a ressurreição é a confirmação da graça divina. Desde o início, o nascimento de Cristo já apontava para sua missão redentora.

A graça se manifesta plenamente quando entendemos que a salvação é dom gratuito. Como afirma o apóstolo Paulo em Efésios 2:8: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Deus não precisava realizar mais nada para provar o seu amor. Mesmo que nenhum outro milagre tivesse sido feito, a cruz já seria suficiente para revelar a profundidade do amor divino.

No contexto cultural do Natal, a troca de presentes ocupa um lugar central. Contudo, o verdadeiro significado da data está no maior presente já oferecido à humanidade: o próprio Cristo. Todos os demais símbolos e tradições são secundários diante dessa verdade central.

Receber Jesus é o coração do Natal. A graça já foi estampada no madeiro, e o nascimento em Belém nos lembra que Deus tomou a iniciativa de nos alcançar quando ainda éramos pecadores. Celebrar o Natal é reconhecer que a salvação não é conquista humana, mas dádiva divina.

2. O Natal como a Identificação de Jesus Conosco

A segunda afirmação de Paulo é igualmente profunda: “sendo rico, se fez pobre por amor de vocês”. Aqui encontramos o mistério da encarnação em toda a sua intensidade. Cristo, que possuía todas as riquezas da glória divina, escolheu voluntariamente o caminho do esvaziamento.

A riqueza que Cristo deixou. Antes de nascer em Belém, Jesus existia eternamente em glória. Ele compartilhava da majestade divina, da comunhão perfeita com o Pai e do louvor incessante dos anjos. Tudo isso lhe pertencia por direito. No entanto, o Filho de Deus não considerou essa posição como algo a ser retido egoisticamente.

 A encarnação representa uma renúncia real. Cristo deixou a segurança do céu para entrar na instabilidade da terra. Ele não nasceu em um palácio, mas em uma manjedoura. Não viveu cercado de privilégios, mas experimentou a simplicidade, a limitação e a vulnerabilidade da condição humana.

A pobreza mencionada por Paulo não se limita ao aspecto econômico, embora este também esteja presente. Trata-se, sobretudo, da pobreza existencial de assumir a natureza humana.

 Mais do que isso, Ele experimentou rejeição, traição, cansaço, tentação, injustiça e sofrimento. Como afirma o autor de Hebreus, Jesus foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado. Essa identificação plena faz dele o Sumo Sacerdote perfeito, capaz de nos compreender e interceder por nós.

 No presépio do mundo, Deus se faz tocável. No carpinteiro de Nazaré, Deus se faz compreensível. Na cruz, Deus se faz acessível. O Natal nos revela um Deus que não observa a dor humana à distância, mas entra nela. A famosa frase de Philip Yancey resume bem essa realidade: “Jesus, eu sou a causa da tua viagem.” A encarnação não foi um acidente histórico, mas uma decisão intencional motivada pelo amor. Cristo desceu até a nossa condição para nos elevar à dele.

3. O Natal como a Promessa da Nossa Riqueza Espiritual.

A terceira dimensão apresentada por Paulo é a finalidade da encarnação: “para que vocês, pela sua pobreza, se tornassem ricos.” Aqui encontramos o paradoxo do Evangelho. Cristo se esvaziou para nos encher; humilhou-se para nos exaltar; fez-se servo para nos tornar herdeiros.

A riqueza prometida por Cristo não é material, temporária ou sujeita à corrupção. Trata-se de uma riqueza espiritual, eterna e indestrutível. Em Cristo recebemos o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus, a adoção como filhos, a presença do Espírito Santo e a esperança da vida eterna.

Paulo fala dessas bênçãos como as “insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3:8). São riquezas que não podem ser medidas por padrões humanos, pois ultrapassam qualquer bem terreno. Da pobreza espiritual à herança eterna.

Antes de Cristo, a humanidade estava espiritualmente pobre, separada de Deus e escravizada pelo pecado. Mas, por meio da encarnação, morte e ressurreição de Jesus, fomos libertos do império das trevas e transportados para o Reino do Filho do seu amor.

Ser rico, à luz do Evangelho, não significa possuir muitas coisas, mas pertencer a Cristo. Da mesma forma, a verdadeira pobreza não está na falta de bens, mas na ausência de Deus. O Natal nos lembra que Deus nos oferece uma herança que não pode ser perdida.

O Natal também aponta para o futuro. Um dia habitaremos em um lugar onde não haverá medo, instabilidade ou ameaças. O céu é o destino daqueles que recebem o presente de Cristo. Essa esperança sustenta a fé cristã em meio às incertezas da vida.

O significado do Natal vai muito além de celebrações, tradições e símbolos culturais. Ele nos convida a contemplar a graça de Deus manifestada, a identificação profunda de Cristo conosco e a promessa da nossa riqueza espiritual. O presépio chama. A cruz confirma. A ressurreição garante. O céu aguarda.

 Reconheça que você é a razão da vinda de Jesus. Deus não esperou que você se tornasse melhor para então agir. Ele veio porque você precisava. Receba, de todo o coração, a graça oferecida em Cristo.

Feliz Natal, na esperança daquele que se fez pobre para nos tornar ricos!

 

*Pr. Luiz César Nunes de Araújo e sua esposa, Valdenice Pimenta de Araújo. Pastor da ICE Central de São José dos Campos e Presidente da Igreja Cristã Evangélica do Brasil.

“O Amor que o Evangelho Exige”

(1 Coríntios 13; Gálatas 5.6)

 

  1. Introdução

  • A igreja de Corinto era rica em dons espirituais, mas pobre em amor.

  • Paulo escreve para mostrar que o amor é o caminho mais excelente (1Co 12:31).

  • Jesus disse: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (João 13:35).

👉 O amor não é opcional; é exigência do Evangelho.

  1. Sem Amor, Nada Vale (1Co 13:1-3)

  • Paulo mostra que sem amor, até os maiores dons e obras se tornam vazios.

  • Exemplos práticos:

    • Um pregador pode falar bonito, mas se não trata sua família com amor, sua mensagem perde força.

    • Um cristão pode dar esmolas, mas se faz isso para aparecer, não há valor diante de Deus.

  • Exigência do Evangelho:

    • Jesus condenou os fariseus que faziam obras sem amor (Mateus 23:27).

    • O amor é o que dá vida às nossas ações.

  1. O Amor em Atitude (1Co 13:4-7)

  • Paulo descreve o amor em comportamentos, não em sentimentos.

  • Exemplos práticos:

    • Paciência: suportar o irmão difícil na igreja sem murmurar.

    • Bondade: ajudar alguém sem esperar nada em troca.

    • Não invejar: alegrar-se pela vitória do outro, mesmo quando você queria a mesma bênção.

    • Não guardar rancor: perdoar quem te ofendeu, como Cristo nos perdoou.

  • Exigência do Evangelho:

    • Jesus ensinou a amar até os inimigos (Mateus 5:44).

    • O amor verdadeiro se prova quando é difícil amar

  1. O Amor que Permanece (1Co 13:8-13)

  • Os dons são temporários, mas o amor é eterno.

  • Exemplos práticos:

    • A fé nos sustenta hoje, mas na eternidade veremos a Deus face a face.

    • A esperança nos anima, mas no céu já não precisaremos esperar.

    • O amor, porém, continuará, porque Deus é amor.

  • Exigência do Evangelho:

    • Jesus resumiu toda a Lei em dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo (Mateus 22:37-39).

    • O amor é o cumprimento da Lei (Romanos 13:10).

  1. Parábola Moderna: O Agricultor e a Semente

Um agricultor tinha duas sementes.

  • A primeira era grande e brilhante, mas ele não cuidou da terra. Logo, morreu.

  • A segunda era pequena e simples, mas ele a regou com amor e paciência. Cresceu e deu frutos que alimentaram toda a vizinhança.

👉 Assim é a fé: não importa o tamanho, mas se é regada pelo amor.
👉 Sem amor, a fé morre; com amor, a fé floresce e alimenta outros.

  1. Conclusão e Encerramento em Gálatas 5:6

  • Paulo afirma: “Em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor algum; o que importa é a fé que atua pelo amor.”

  • Isso conecta diretamente com 1 Coríntios 13: sem amor, dons e obras não têm valor.

  • Exemplos práticos modernos:

    • No trabalho: não basta ser competente, é preciso tratar colegas com respeito e amor.

    • Na família: não basta prover recursos, é preciso dar atenção, carinho e perdão.

    • Nas redes sociais: não basta postar versículos, é preciso viver o amor no diálogo e nas atitudes.

👉 Frase final para marcar:
“A fé é a semente, mas o amor é a água que faz nascer o fruto eterno.”

 

*Pr. Vanderlei Adriano dos Santos é pastor dirigente na Comunidade Cristã Deus Faz o Impossível dos Freitas, situada na Estrada José Benedito de Oliveira Número 390, Bairro dos Freitas em São José dos Campos – SP.

Jesus é a nossa base forte!

(Mt 7:24-28 / Lc 6:46-49)

 

Vamos destacar algumas características de uma casa com base, firmada na Rocha e também comparar com uma casa firmada na areia. Depois, você fique à vontade para uma autoanálise e tirar as conclusões de como tem construído a sua casa. Vejamos.

Uma casa com base

A base é a parte mais importante da construção, pois ela vai dar o suporte sobre tudo o que vai ser construído e levantado e manter a casa firme diante do tempo, do terremoto, enchente e pancadas.

Falar da base é falar da estrutura, pois a estrutura é aquilo que sustenta o que foi ou será construído.

A casa na rocha e a casa na areia

O nosso Mestre falará de duas casas que foram construídas, uma sobre a rocha e outra sobre a areia.

A que tinha rocha sofreu ataques de chuvas, de rios que transbordaram e de fortes ventos que “bateram com força contra aquela casa” (v25), mas ela não desabou porque ela era firmada sobre a rocha. Interessante é que a tradução NVI no verso 25 diz que “ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha”. O termo usado para alicerçada é “tetheméliōto” indicando uma ação concluída com resultado permanente. No sentido de “foi firmemente alicerçada e continua firme”.

A casa que não tinha rocha, que foi construída sobre a areia sofreu os mesmos ataques, pois contra a casa caiu chuva, trasbordaram os rios, bateu fortes ventos e como resultado ela desabou de maneira que “foi grande a sua ruína” (v27).

 

A rocha é o alicerce

O evangelista Lucas ao retratar a mesma história (6:46-49) falará que para construir sobre a rocha o homem que a construiu teve que cavar, abrir uma vala até achar o platô/rocha e assim construir sobre ela. Há informações de que na região da Galiléia eles poderiam cavar até três metros de profundidade para encontrar a parte firme/rochosa. Perceba que construir sobre a rocha é preparar o alicerce sobre ela. De maneira que a base é o alicerce sendo colocado sobre a rocha. Pra subir sobre a rocha, deve-se descer até a rocha.

A base não é vista, mas aparece na hora certa

Em primeiro instante e olhar você não identifica qual casa tem base e qual não tem, pois o alicerce não é uma coisa que se vê, ele está no solo, onde ninguém consegue ver! Jesus falará de duas casas, que poderiam ser idênticas em sua aparência, porém a diferença delas não estava naquilo que se via e sim naquilo que não se via, que era a base, pois uma tinha base e outra não.

Mas como descobrir qual tem e qual não tem? A base não é vista, mas se manifesta na hora em que a casa mais precisa.

A base aparece com o tempo, pois o tempo revela quem tem estrutura e quem não tem. Pois quem não tem base, não aguenta muito tempo. Pois o tempo faz a casa sem base ceder, a parede rachar, o chão afundar. Já quem tem base, o tempo passa e a casa permanece em pé.

A base aparece quando a casa vai crescer, pois uma casa sem estrutura não consegue crescer. Ela começa crescer e já cede (corrompe, estraga), pois casa sem estrutura não consegue crescer de forma saudável.

A base aparece quando a casa é atacada, pois a força da casa não está na beleza das paredes com seus adornos, pinturas e acabamentos e sim no alicerce. É quando a casa é atacada que se percebe que o que vale não é a beleza do que se vê e sim a força daquilo que não se vê, mas está lá.

A ausência da base

Vemos que a falta da base trouxe grande ruína, tudo o que foi levantado desabou-se, pois a ausência da base traz a presença de destruição e ruína,

pois a sua ausência traz sobre os nossos inimigos e sobre as dificuldades da vida a capacidade de destruir tudo aquilo que foi levantado. De maneira que a casa não foi destruída por causa das chuvas, dos ventos, dos rios transbordando, mas sim por causa da ausência da base.

Uma casa sem base é um prejuízo certo, pois não adianta investir em levantar parede, colocar o teto, fazer o acabamento se a falta de base fará com que tudo o que foi investido seja perdido. É prejuízo de tempo, esforço, dedicação, dinheiro e emoção.

 A ausência da base faz com que aquilo que duraria muito tempo dure pouco, a presença da base faz ser durador aquilo que foi levantado.

A ausência da base faz aquilo que foi construído se torne vulnerável e desprotegido, com a presença da base faz aquilo que foi construído se tornar forte e protegido.

As motivações da falta de base

É a indisposição de gastar tempo, recursos e esforço sobre aquilo que ninguém vai perceber. Exemplo: Tem duas necessidades, cirurgia plástica e cirurgia do coração, então, decidiu optar pela cirurgia plástica em detrimento à cirurgia do coração, demonstrando insensatez, escolhendo o que não é primordial e apenas vai satisfazer a vaidade da aparência, invertendo os valores, e de consequência, acarretará a destruição, a morte.

É a ansiedade de ver as paredes levantadas e o teto posto, uma ansiedade que faz pessoas queimarem etapas, pularem processos, utilizando atalhos, que na ânsia de se mostrar e se provar faz a formação de pessoas despreparadas quando não corrompidas e mal intencionadas.

Quem prioriza base entende:

Aquilo que é construído precisa ser constante em todo o plano de Deus para sua vida.

Que todo projeto de Deus tem etapas e processos e dentro destes devemos esperar o tempo dele, e no tempo dEle crescer e amadurecer.

Com estrutura você aguenta mais, resiste mais e está preparado contra adversidades.

É a estrutura para ser maduro e entender que a aparência da casa sempre será menos importante do que a base desta. A Rocha sempre será mais importante.

Se preocupar com base é ser prudente

Uma pessoa que na busca dos seus objetivos e sonhos está preparada para os imprevistos e adversidades.

Uma pessoa prudente é responsável.

Ouvir e praticar devem andar juntos. Ouvir sem praticar é nada e praticar sem ouvir é uma tragédia.

Se preocupar com base é desejar profundidade

Aquilo que é raso não surte efeito, profundidade é estar incomodado com o raso.

Se preocupar com base é valorizar aquilo que ninguém vê

É uma questão de você não estar preocupado em construir algo para os outros reconhecerem e sim para você desfrutar.

Deixaremos alguns versículos para melhor sua meditação, entendimento, compreensão e como colocar em prática os ensinamentos: “José no Egito…” (Gn 39:9); “Quando entrares no teu quarto fecha a porta…” (Mt 6:6); “Não saiba a sua mão direita o que fez a sua esquerda…” (Mt 6:3); “Davi quando mata urso e leão…” (1Sm 17:34-37)

A Rocha

“Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disto”. (Deuteronômio 32:31).

“Porque apregoarei o nome do Senhor; engrandecei ao nosso Deus”. “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é. (Deuteronômio 32:3,4).

“E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18).

Reafirmamos que Jesus Cristo é a nossa Rocha e que nos dá segurança para continuar caminhando em vitória rumo a nova Jerusalém Celestial!

Deus abençoe rica e poderosamente.

Bispo Thiago Henrique é presidente da Comunidade Cristã Deus Faz o Impossível em São José dos Campos com sede na Avenida Pico das Agulhas Negras, 1745 – Jardim Altos de Santana, São Jose dos Campos – SP.

O Poder das Palavras!

 

Quantos de nós tivemos pais que nos orientavam dizendo: “Tome cuidado com suas palavras”.

“Pense antes de falar”

“As palavras têm poder” E tem mesmo! Imagine que tudo foi criado através da Palavra do nosso Deus! Gênesis 1 diz: “E disse Deus: Haja luz, e houve luz”. Deus usou a sua palavra criadora para criar tudo o que há no mundo!” E na Bíblia também encontramos um texto bastante interessante em Provérbios 18:21 que diz que: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.”

Nossos pais não estavam equivocados! As palavras realmente trazem um peso enorme sobre as nossas vidas e na vida de quem nos cerca e esse efeito pode ser positivo ou negativo. E é isso que o apóstolo Tiago nos diz no capítulo 3. 5 e 6 sobre o poder transformador e até mesmo destruidor da língua: “Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é fogo…”

Ao longo dos séculos as palavras foram mudando de ambiente, antes elas eram proferidas especialmente pelas autoridades: elas mandavam e os outros obedeciam. Depois as palavras foram dominadas pelos profetas, reis, filósofos, líderes eclesiásticos e familiares: eles determinavam e os outros seguiam suas palavras. Hoje em dia, a palavra falada ou escrita está disseminada seja através das redes sociais, canais de streaming, dos livros, dos púlpitos das igrejas e de muitas outras formas. A palavra é proferida por todos, de várias formas e por todos os meios. Somos bombardeados todos os dias com uma enxurrada de conselhos, pregações e muitas opiniões. A comunicação nos últimos anos se multiplicou exponencialmente! Hoje a palavra é de domínio público, todos falam, todos emitem opiniões e se comunicam. E isso quer dizer que, tanto podemos edificar, influenciar, transformar ou mesmo destruir com nossas palavras, quanto somos edificados, influenciados, transformados ou destruídos por tantas vozes proferidas.

Sendo assim, o nosso filtro e a nossa peneira seletiva precisam estar muito bem embasados em princípios e valores eternos, princípios e valores de Jesus, senão esse conteúdo vai inundar as nossas mentes e nos tornar totalmente vulneráveis a palavras que muitas vezes vão enfraquecer a nossa fé e a nossa comunhão com Deus.

Portanto, primeiro, devemos ter cuidado com as nossas palavras. Provérbios 15.1 diz que “… a palavra dura suscita a ira”. Façamos uma reflexão de como têm sido as nossas palavras! Palavras suaves, sábias e cheias de gentilezas têm o poder de trazer calma, paz, diminuir conflitos, enquanto palavras ásperas fazem exatamente o oposto. Para isso devemos encher o nosso coração de Deus e pedir que o Espírito Santo guie nossos lábios, pois a palavra diz em Lucas 6.45 que “… a boca fala do que está cheio o coração.” Então, isso nos mostra que as palavras são uma expressão do nosso interior. O que expressamos através das nossas palavras, revela quem somos por dentro.

E segundo, precisamos pedir sabedoria ao Senhor sobre o que acessamos na internet, sobre quais livros estamos lendo, sobre quais informações estamos consumindo, sobre o que ouvimos e o que reteremos dessa avalanche de informações disponíveis. Sabedoria para proferir palavras e sabedoria para consumir palavras, esse deve ser nosso pedido a Deus!

E para finalizar a nossa breve reflexão, muitas vezes não entendemos muito bem toda a dimensão do peso das nossas palavras, mas gostaria de enfatizar que Jesus ensina que nossas palavras selam o nosso destino e têm peso espiritual para toda a eternidade, e isso fica muito claro no texto de Mateus 12. 36 e 37: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.” Palavras são muito mais do que imaginamos, elas têm um poder inimaginável. Reflita sobre isso!

 

*Eunice do Nascimento e Silva CEO da Editora Sementes e Membro da Igreja Assembleia de Deus Missão, Pós-graduada em Teologia Sistemática e Mestranda em Divindade em São José dos Campos – SP.

O poder da Fé!

No evangelho de Marcos capítulo 5 do verso 25 em diante, a Bíblia fala a respeito de uma mulher que sofria de um fluxo de sangue por 12 anos, e que à procura da cura gastou tudo quanto tinha indo aos médicos, mas nada disso adiantou, antes sua situação ainda piorou!

Porém, diz a Bíblia, que esta mulher ao ouvir falar de Jesus que cercado por uma multidão passava diante dela, que veio por detrás dele e tocou na sua veste, porque ela dizia consigo mesma: “se tão somente eu tocar na sua veste serei curada!”

E feito isso, diz a Palavra de Deus, que logo cessou o seu fluxo de sangue, ou seja, sua hemorragia. O interessante é que Jesus, mesmo sendo apertado por uma multidão, percebeu o toque da mulher e perguntou quem me tocou? No que a mulher se aproximou temendo e tremendo e disse para Jesus toda a verdade.

Jesus respondeu prontamente: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.

Percebam que esta mulher ao tocar em Jesus com fé, recebeu não somente a cura de sua enfermidade, mas foi chamada de filha, ou seja, encontrou paternidade em Deus, confirmando o Evangelho de João 1. 12: “Mas a todos quantos o recebeu, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.

Alcançou não somente a cura de sua enfermidade, mas a salvação pela fé em Cristo Jesus como Único e Suficiente Salvador!

Prevaleceu o registrado em Romanos capítulo 10, versos 9 e 10 que diz: com a boca se confessa e com o coração se crê para a salvação!”

E, por fim, alcançou paz, a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4.7), como também  se libertou do poder do mal (João 8.36).

Se aproxime de Jesus e toque nele pela fé para que você seja alcançado(a) com todas essas bênçãos que alcançou esta mulher que padecia de um fluxo de sangue e recebeu a cura, mas principalmente a salvação.

Deus te abençoe grandemente!

*Pr. Diego Bento é pastor da Comunidade Cristã Deus Faz o Impossível  Bela Vista, à Rua Delfino Mascarenhas, 395, em São José dos Campos-SP.

 

PUBLICIDADE