AGOSTO DOURADO COM INGRID ISABELA

 

Agosto dourado, mais do que um mês sobre amamentação

 

Muito se pensa sobre amamentação como um processo natural, mas ela vai além disso. Para amamentar a mulher precisa de informação, conforto e acolhimento. A mãe desde que se torna mãe já passa por julgamentos e críticas disfarçados de conselhos, como por exemplo: ‘’Gravidez não é doença’’ ou ‘’Você precisa dar chupeta para o seu bebê, senão você não vai ter sossego’’ ou ‘’Por que você vai tentar parto normal, ninguém da sua família conseguiu’’, entre outros comentários que desencorajam a mulher que está indo contra a maré dos padrões de comportamento esperados. E então quando o bebê nasce se a mulher oferta mamadeira é criticada. Se a mulher quer apenas amamentar em seio materno, que é o mais indicado, é criticada. Se a mulher da fórmula, é criticada. Enfim, são desafios que poucos pensam com relação a maternidade: o peso das decisões. Só para ter ideia, segundo dados atualizados de 2024, a taxa de aleitamento materno exclusivo no peito representa 45% dos bebês com menos de 6 meses e a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda-se que esse índice seja de pelo menos 50%. Em 2024 foi lançado uma campanha do Ministério da Saúde incentivando o aleitamento materno em todas as situações e recomenda-se a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses, o bebê receba somente leite materno e ainda reitera que ‘’depois dos seis meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e próprios dos hábitos da família, mas não deve ser interrompida’’. O colostro (líquido mais espesso que antecede o leite materno), é considerado a primeira vacina do bebê, pois é transmitido os anticorpos, fortalece a imunidade do recém-nascido e possui nutrição completa.

A amamentação vai além de apenas nutrir em sentido nutricional, mas também físico e emocional, pois estabelece um vínculo com mãe e bebê ainda mais forte. O recém-nascido estava habituado a viver em um ambiente calmo, escuro, no conforto, nutrido por sua mãe e sentindo as suas emoções. Após o nascimento o lugar que ele conhece é o acalento da mãe, com o cheiro que o acalma. Assim, o processo de amamentação precisa de orientação, já que não apenas colocar no seio materno. O bebê não nasce sabendo mamar, pois exige técnica e jeito. Para isso neste mês de agosto vão ser realizados encontros online com o objetivo de informar sobre a ligação entre o parto e amamentação e como esse processo pode e deve ser tranquilo e aconchegante, sem deixar o autocuidado de lado. Esses encontros serão realizados por mim, doula e facilitadora da amamentação, todas as sextas-feiras a partir das 19:00 (horário de Brasília) pela plataforma Google Meet e para participar é preciso entrar em contato comigo pelo telefone (12) 99250-4108 em que te encaminharei o link da reunião e você fará parte de um grupo com outras mulheres para compartilhar conhecimento.

*Ingrid Isabela Barbosa Souza é Doula, facilitadora da amamentação e técnica em enfermagem em São José dos Campos-SP.

Contatos: (12) 99250-4108.

Fotos: Arquivo/Divulgação.

 

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