Edvar Simões, único medalhista olímpico joseense
Edvar Simões brilhando nas quadras de basquete do Brasil e do mundo, como jogador e técnico. É um talento do esporte joseense – Foto: Claudio Vieira/PMSJC.
Aos 83 anos, o joseense José Edvar Simões percorreu uma espécie de jornada do herói. Brilhando nas quadras de basquete do Brasil e do mundo, como jogador e técnico, ele também defendeu as cores de São José dos Campos, com a qual sempre manteve vínculo afetivo.
Edvar nasceu em 23 de abril de 1943, no dia de São Jorge. “Passei a minha infância e juventude aqui em São José”, recorda. “Todo mundo se conhecia, época do footing, em que fechava a Rua 15 no sábado. Eu fui convivendo com pessoas de vários lugares da cidade.”
Neto de imigrantes vindos da Espanha, por parte de mãe, e Itália, pelo lado paterno, Edvar herdou as características das duas origens. “Em algum momento eu sou filho de espanhol bravo, em outras vezes sou filho de italiano”, diz.
Primeiros arremessos
Edvar foi aluno do professor Alberto Marson | Foto: Claudio Vieira.
Tudo começou nos anos 50, na Escola Estadual João Cursino, então sediada na Praça Afonso Pena (atual Museu Municipal), onde Edvar estudou do primário ao científico (na época o ramo do ensino médio focado nas ciências).
Quem o encaminhou para o basquete foi Alberto Marson, responsável pelas aulas de educação física, que foi medalhista de bronze na Olimpíada de Londres (1948). “Ele era um jogador famoso e um professor muito bom”, relembra.
Com 16 anos, o jovem Edvar decidiu abraçar a modalidade. “A oportunidade surgiu com o Tênis Clube, fundado havia pouco tempo, que abriu a possibilidade de jogar basquete para quem vinha do João Cursino, conta.”
Cavalo arreado
Quando tinha 18 anos, passou três meses de experiência no Palmeiras, mas não conseguiu ser efetivado. Voltou ao Tênis e ficou mais dois anos até que, em outubro de 1963, o Flamengo – do técnico Kanela, o mesmo da Seleção – veio fazer um amistoso em São José.
“Na vida da gente, acontecem coisas interessantes: se o cavalo passar arreado, não pode deixar o outro subir”, afirma Edvar. Dois dirigentes do Corinthians que assistiram a partida gostaram da atuação do joseense e o convidaram para defender o time do Parque São Jorge nos jogos restantes do Campeonato Paulista.
Lá, o armador passou a jogar ao lado de Wlamir Marques e Ubiratan Maciel. Sete meses depois, foi chamado para a Seleção Brasileira. Depois de jogar pelo Tênis Clube e Corinthians, ele teve uma passagem no Trianon Jacareí e fechou o ciclo de atleta no Palmeiras, em 1973.
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