PL RECONHECE VITÓRIA DE LULA

 

PL, partido de Flávio, reconhece vitória de Lula nas eleições

 

Presidente do partido não menciona argumentos de Flávio Bolsonaro.

 

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, publicou nota oficial, nesta segunda-feira (26), em que reconhece a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano. No entanto, ele cobrou esclarecimentos sobre o que chamou de medidas “eleitoreiras”, com “ampliação de gastos públicos”.

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”, afirmou a nota.

Argumentos

Após a divulgação da vitória do atual presidente, o candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro, disse que não reconheceria o resultado. A justificativa do candidato seria a prorrogação do horário de votação eleitoral, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atendeu um pedido de ambas as candidaturas, incluindo a da campanha de Flávio.

Na nota, o presidente do PL não traz o mesmo argumento. Para Costa Neto, houve ampliação dos gastos públicos com benefícios sociais “às vésperas da votação”, o que levantaria questionamentos sobre os “efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo”.

Ao pedir “esclarecimentos”, o presidente da legenda disse que o partido vai acompanhar os fatos e buscar “respostas com responsabilidade, transparência e respeito à instituições”.

Na eleição de domingo, Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos (48,2%), enquanto que o presidente Lula chegou a 64,2 milhões (51,7%). (Fonte e foto: Agência Brasil/EBC agenciabrasil.ebc.com.br).

Líderes estrangeiros reconhecem vitória e parabenizam Lula

Presidente foi reeleito neste domingo, em segundo turno.

 

Políticos de várias partes do mundo continuam se manifestando, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último domingo (25).

O presidente da França, Emmanuel Macron, usou as redes sociais para parabenizar o seu homólogo brasileiro.

“Meus parabéns, Lula, pela sua reeleição. A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo”.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchéz, foi outro a usar as redes sociais para exaltar a vitória de Lula sobre a extrema-direita.

“Grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar”.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, também foi ao X, antigo Twitter, para felicitar o presidente brasileiro.

“Parabéns, Lula, por esta vitória. Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”.

Noboa é um político de direita e um dos aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul.

Outros líderes da América Latina também felicitaram o brasileiro pela reeleição. Entre eles, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também exaltou a relação entre seu país e o Brasil ao congratular o presidente reeleito.

“A relação entre o Canadá e o Brasil floresceu sob nossa parceria. Vamos aproveitar essa oportunidade para torna-la ainda mais forte, juntos – para criar novas grandes oportunidades de comércio, proteger o meio-ambiente e construir maior prosperidade para os povos de ambos países”.

A primeira ministra do Japão, Sanae Takaishi, disse esperar que Lula “continue a guiar o Brasil com sua forte liderança” e se mostrou ansiosa para trabalhar com o brasileiro e estreitar “ainda mais a parceria estratégica global numa gama ampla de áreas”. Entre essas áreas, Takaishi citou um acordo entre Japão e Mercosul.

A China divulgou um comunicado por meio do porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

“A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, falou em “reconhecimento dos brasileiros às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.

Já Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, publicou um comunicado se dirigindo a Lula e exaltou a bandeira do multilateralismo, muito defendida pelo brasileiro em seus discursos no exterior. “Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (26), disse que estava indo para casa quando viu vários novaiorquinos saindo de um bar gritando o nome de Lula o que mostrou, segundo ele, animação dos moradores da cidade com a vitória do candidato do PT.

“Eu vi o quanto ele significa para tanta g Matheus Crobelatti/Pedro Rafael Vilela ente nessa cidade, nesse país e por todo o mundo, honestamente”. Nas redes sociais, Mamdani também mandou um recado para Lula. “O povo unido jamais será vencido! Parabéns, presidente Lula.” (Fonte e foto: Matheus Crobelatti/Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil/EBC agenciabrasil.ebc.com.br/).

Vitória de Lula repercute na imprensa europeia e asiática

Publicações destacam mobilizações nas redes.

 

 

Neste domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para o seu quarto mandato na Presidência da República, em virada inédita. A disputa acirrada com o senador Flávio Bolsonaro ganhou destaque nos principais jornais da Europa e Ásia.

O periódico francês Le Monde classificou a vitória de Lula como “nada menos do que um milagre, considerando o quanto as pesquisas apontavam o contrário”. O diário ressaltou a intensa mobilização nas ruas e nas redes sociais como o principal motor da virada.

Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, com 45,16% dos votos contra 47,03% do adversário, a vitória do petista era considerada improvável por analistas. Até então, nenhum candidato na história das eleições presidenciais brasileiras havia conseguido reverter no segundo turno uma desvantagem do primeiro.

Além do engajamento popular, o Le Monde enfatizou a rejeição à volta da extrema direita ao Palácio do Planalto:

“O fantasma do retorno a uma forma mais radical de bolsonarismo, alinhada aos Estados Unidos de Donald Trump, levou os brasileiros a comparecerem em massa para dar à esquerda uma nova chance. Essa vitória decisiva mostra que o compromisso com a democracia, a soberania nacional, a proteção da Amazônia e a justiça social continua muito vivo entre os 214 milhões de cidadãos brasileiros.”

Para o britânico The Guardian, o resultado representou uma derrota direta para a Casa Branca, definindo Trump como “o aliado internacional mais importante do clã Bolsonaro”.

“O presidente dos EUA esperava que Bolsonaro se tornasse o mais recente de uma série de líderes pró-Trump a assumir o poder na América Latina, incluindo Abelardo de la Espriella na Colômbia, Daniel Noboa no Equador, José Antonio Kast no Chile e Javier Milei na Argentina.”

A britânica BBC ponderou que, superada a comemoração, o presidente reeleito enfrentará um Congresso conservador e um eleitorado dividido.

“Apesar de os apoiadores de Lula estarem eufóricos com a sua vitória, os resultados mostram que o país permanece profundamente dividido, com mais de 48% dos eleitores escolhendo Bolsonaro. Além do desafio de unir um país tão profundamente polarizado, Lula terá que governar ao lado do Congresso mais alinhado à extrema direita da era democrática.”

A rede britânica sublinhou ainda que a reeleição de Lula destoa do avanço de governos conservadores no continente. Atualmente, entre os 20 países da América Latina, apenas México, Guatemala, Nicarágua, Cuba, Guiana e Suriname possuem gestões alinhadas à esquerda.

Segundo a emissora, manter a região sob a órbita de governos alinhados é prioridade para a Casa Branca, que busca assegurar acordos de segurança e conter o avanço econômico de Pequim no Hemisfério Ocidental:

“O Brasil, rico em petróleo e detentor da segunda maior reserva mundial de minerais de terras raras, é o único grande país da América do Sul que não é governado por um líder de direita, sendo Lula amplamente visto como amigável à China.”

Na agência internacional de notícias Reuters, análise assinada pelo jornalista Brendan O’Boyle indica que a gestão fiscal e a resistência do Legislativo serão os maiores testes do novo mandato.

“As promessas de Lula para garantir que os aumentos do salário mínimo permaneçam acima da inflação estão entre as propostas que entram em conflito com a crescente pressão para manter a dívida pública sob controle. Assessores de Lula também sinalizaram que ele continuará pressionando para reduzir incentivos fiscais, mas os parlamentares têm resistido repetidamente a medidas que aumentam a carga tributária efetiva.”

O artigo conclui que o petista também enfrentará barreiras para aprovar indicações a postos estratégicos em órgãos reguladores, no Banco Central e no Supremo Tribunal Federal (STF):

“O Congresso provavelmente bloqueará ou desacelerará as nomeações de Lula para cargos-chave, dizem analistas. Pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil, o Poder Executivo estará claramente em desacordo com o Senado.”

No Japão, o jornal Japan Times, classificou a vitória de Lula nas urnas como “chocante” e chamou o mandatário brasileiro de “presidente icônico da classe trabalhadora brasileira”.

Líderes estrangeiros

Mais líderes estrangeiros também se manifestaram nesta segunda-feira sobre a vitória do presidente Lula. A China divulgou um comunicado por meio do porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. “A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.

Vladimir Putin, presidente da Rússia, parabenizou o vencedor das eleições do Brasil. “Prezado amigo, aceite meus mais calorosos parabéns por sua reeleição como presidente da República Federativa do Brasil. Os resultados da votação confirmaram plenamente o reconhecimento de seus concidadãos às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.

Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também publicou um comunicado se dirigindo a Lula: “Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”. (Fonte e foto: Agência Brasil/EBC agenciabrasil.ebc.com.br).

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