MOMENTO COM DEUS

José e seus irmãos: a revelação de um coração curado

 

Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.” (Gênesis 45:5).

 

A forma como José tratou seus irmãos revelou que a dor não governava mais o seu coração. Antes de viver a promessa, ele enfrentou rejeição, traição e injustiça. Movidos pela inveja, seus irmãos intentaram matá-lo e depois o venderam a uma caravana de ismaelitas que seguia para o Egito.

Anos depois, após passar pela casa de Potifar e pela prisão, José foi exaltado por Deus e se tornou governador do Egito. Ao reencontrar seus irmãos, tinha poder para se vingar: poderia humilhá-los, castigá-los ou rejeitá-los. Porém, escolheu oferecer cuidado, alimento, hospitalidade e perdão.

Sua atitude mostra que, mesmo em meio a profundas feridas, José viveu um profundo processo de cura. O nascimento de seus filhos revela isso: Manassés aponta para um passado que já não dominava sua alma; Efraim, para uma vida que voltou a frutificar mesmo na terra da aflição. José não apagou sua história, mas foi curado para que ela não determinasse suas atitudes (Gn 41:51-52).

José tratou com bondade aqueles que lhe causaram grande sofrimento. Ele os recebeu, alimentou e honrou, mesmo depois de tudo o que havia vivido (Gn 43:24, 33-34). Ao se revelar a seus irmãos, não mostrou apenas sua identidade, mas também o caráter que Deus havia formado nele (Gn 45:3-4, 15).

Ele trouxe para perto aqueles que um dia quiseram vê-lo longe. Em vez de desejar a morte deles, ofereceu-lhes proteção e provisão (Gn 45:9-11; 47:11-12). José não precisava competir, se provar ou demonstrar superioridade. Ele sabia quem era em Deus.

Por isso, conseguiu enxergar além da maldade humana. José entendeu que, por trás de toda dor, Deus estava conduzindo um propósito maior (Gn 45:5-8).

A história de José nos ensina que um coração curado não é aquele que esqueceu tudo o que sofreu, mas aquele que não permite que a dor determine suas atitudes. A maldade dos homens não foi maior que o propósito de Deus (Gn 50:20-21).

Deus abençoe rica e poderosamente!

Pastor Thiago Henrique é presidente da Comunidade Cristã Deus Faz o Impossível com sede na Avenida Pico das Agulhas Negras, 1745 – Jardim Altos de Santana, São Jose dos Campos – SP.

Nossa prioridade: Buscar a presença de Deus

 

Jesus disse: ficai em Jerusalém até que do alto sejais revestidos de PODER. (Lucas 24:49-53).

 

E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém!

Eles estão agora em Jerusalém, no cenáculo: (Atos 1:12-14).

Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.

Salvos e cheios do Espírito Santo. (Atos 2:1-4).

Pedro cheio do Espírito Santo, em um só dia aceitam a Jesus e são batizados. (Atos 2:37-41).

Uma vida cheia do Espírito Santo pode fazer:

  • Poder para vocês enfrentarem as batalhas espirituais de todos os dias.

Queridos todos os dias enfrentamos batalhas espirituais, algumas sentimos na carne, outras não vemos que são travadas no mundo espiritual.

  • Em um só dia: Três mil almas, ou seja, o que poderia demorar muito tempo, cheio de Espírito Santo, milagres extraordinários vamos ver com nossos olhos.

Você vai chegar em lugares que nunca pensou que conseguiria, pois o PODER de Deus nos leva a viver como estivéssemos sonhando.

  • Buscai em primeiro lugar o reino de Deus.

“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

Quando entendermos este ensinamento, nossa vida vai mudar, nossas prioridades vão mudar, pois se buscarmos o reino de Deus e a sua justiça, se Deus for prioridade pra mim, a PROVISÃO VIRÁ SOBRE MINHA VIDA E MINHA FAMÍLIA.

Às vezes priorizamos em nossas orações, nossas necessidades e não o Reino, se invertemos isso, nossas necessidades serão supridas.

Buscar poder de Deus vai mudar nossa visão das coisas…

Tenha como PRIORIDADE buscar ao Senhor.

 

No amor de Cristo!

 

Pr. Anselmo de Carvalho  e sua esposa, Pastora Selma Carvalho, presidente da Igreja Assembleia de Deus Família Plena e presidente do Conselho de Pastores e Ministros de São José dos Campos.

Os exercícios espirituais e a cura do ressentimento

 

O ressentimento é uma realidade profundamente humana, mas, à luz das Escrituras, precisa ser compreendido para além de uma simples reação emocional. Trata-se de uma disposição interior que, quando alimentada, compromete a comunhão com Deus, fere os relacionamentos e aprisiona a alma.

O ressentimento é, acima de tudo, um pecado. Ele nasce da natureza pecaminosa herdada de Adão. Não somos pecadores porque pecamos; pecamos porque somos pecadores. Como tais, produzimos as obras da carne, descritas por Paulo em Gálatas 5.19–21: imoralidade sexual, ódio, discórdias, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções, inveja, embriaguez, orgias e coisas semelhantes.

O ressentimento pode ser compreendido como a ira repetidamente revivida no coração. Por isso, não se trata apenas de uma reação negativa da alma, mas de uma atitude que desagrada profundamente a Deus. Ele rompe a comunhão com o Senhor e se volta tanto contra nós mesmos quanto contra o próximo.

Todo pecado requer o tratamento proposto pelas Escrituras Sagradas: arrependimento sincero, confissão humilde diante de Deus, disposição para mudar de direção e aceitação do perdão oferecido por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

O pecado cria uma barreira entre Deus e o ser humano, evidenciando a incompatibilidade entre a santidade divina e a nossa condição pecadora. Contudo, Deus, em sua graça, providenciou o caminho da reconciliação. Ele enviou o seu Filho para a cruz, onde tomou sobre si a nossa dívida e nos resgatou do poder do pecado. Ao derramar o seu sangue, o Senhor Jesus abriu o caminho da salvação e restaurou nossa comunhão com o Pai. Como afirma o apóstolo João: “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7).

Mesmo perdoados e reconciliados com Deus, a velha natureza ainda habita em nós. Por isso, continuamos capazes de pecar, o que torna necessária uma vigilância constante. A vida cristã não é marcada apenas por um ato inicial de conversão, mas por um processo contínuo de santificação.

É nesse contexto que se inserem os exercícios espirituais, também chamados de práticas devocionais. Assim como um atleta se exercita para ganhar resistência e disciplina, o cristão precisa se exercitar espiritualmente para resistir ao pecado — inclusive ao ressentimento.

Elben César descreve com profundidade o valor dessas práticas:

 “As práticas devocionais são exercícios de sobrevivência e de plenitude espiritual. No critério de Paulo, ‘o exercício corporal é de algum valor, mas o exercício espiritual é muito mais importante’, pois revigora tudo o que fazemos. As práticas devocionais abarcam todos os exercícios que produzem, aperfeiçoam e sustentam a perfeita comunhão do pecador salvo e redimido por Jesus Cristo com o próprio Deus. Elas acabam com a distância entre Deus e o homem e levam o crente ao ponto máximo da comunhão, tornando-o amigo de Deus (Jo 15.14–15). Graças a essa ligação contínua com Cristo, o cabeça da Igreja (Ef 5.23), o corpo, bem ajustado e sustentado por suas juntas e ligamentos, cresce com o crescimento que vem de Deus (Cl 2.19).”

Essas práticas exigem trabalho, esforço e tempo. Assim como a criança suga o leite materno e a mãe o produz à medida que é sugado, o crente não pode ser leviano na busca de Deus. Do mesmo modo que as plantas que sobrevivem no deserto precisam de raízes profundas para alcançar a umidade do subsolo, o cristão deve aprofundar-se em Deus para encontrar as fontes de água viva que o mantêm espiritualmente vivo e vigoroso.

A leitura diligente da Bíblia, a oração perseverante, a confissão sincera, a restauração dos relacionamentos, o discernimento espiritual e outras práticas devocionais contribuem para a higiene da alma. Elas nos ajudam a identificar e tratar atitudes pecaminosas antes que criem raízes profundas no coração.

Quando cultivamos uma vida espiritual saudável, tornamo-nos menos propensos ao ressentimento e mais dispostos ao perdão. A comunhão constante com Deus suaviza o coração, cura feridas antigas e nos conforma, dia após dia, à imagem de Cristo.

A cura do ressentimento não acontece de forma instantânea, mas por meio de um caminho de arrependimento, graça e disciplina espiritual. Ao nos exercitarmos nas práticas devocionais, permitimos que o Espírito Santo trabalhe em nós, promovendo libertação, restauração e maturidade espiritual.

Que busquemos, portanto, uma vida de comunhão profunda com Deus, certos de que, quanto mais perto estivermos dEle, mais livres estaremos do peso do ressentimento e mais capazes seremos de amar e perdoar.

*Pr. Luiz César Nunes de Araújo e sua esposa, Valdenice Pimenta de Araújo. Pastor da ICE Central de São José dos Campos e Presidente da Igreja Cristã Evangélica do Brasil com sede em Anápolis-Goiás.

 

O significado do Natal

“Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que vocês, pela sua pobreza, se tornassem ricos.” –  2 Coríntios 8:9.

À medida que o ser humano amadurece, cresce também o seu desejo por estabilidade, previsibilidade e segurança. Procuramos lares firmes, rotinas confiáveis e relações que ofereçam algum senso de controle sobre a vida. Mudanças inesperadas nos inquietam: uma transferência de cidade, uma mudança de trabalho, a quebra de planos cuidadosamente construídos ou mesmo alterações profundas na estrutura familiar. Em geral, gostamos de saber onde estamos pisando.

Quando olhamos para o Natal à luz dessa realidade, somos confrontados com a maior mudança da história: a encarnação do Filho de Deus. A pergunta que se impõe é profunda e inevitável: por que Jesus fez a maior mudança de todas? Por que deixou a glória celestial? Por que renunciou ao trono onde era eternamente adorado? Por que se afastou da comunhão visível dos anjos e entrou em um mundo marcado pelo pecado, pela dor e pela morte?

O apóstolo Paulo responde a essa questão de maneira magistral em um único versículo, que se torna uma das mais ricas declarações cristológicas do Novo Testamento. Em 2 Coríntios 8:9 encontramos não apenas uma explicação teológica, mas uma revelação pastoral do coração de Deus. Neste texto, Paulo apresenta o verdadeiro significado do Natal por meio de três grandes verdades: a graça revelada, a identificação de Cristo conosco e a promessa da nossa riqueza espiritual.

Aqui temos a Palavra de Deus mostrando como o Natal vai muito além de uma data comemorativa. Ele é a celebração do amor divino que se fez carne, entrou na história humana e transformou para sempre o destino daqueles que recebem o presente de Cristo.

1. O Natal como a Graça de Deus Manifestada.

Paulo inicia sua afirmação dizendo: Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. É significativo que o apóstolo não fale da graça como algo distante ou futuro. Ele afirma que os cristãos já a conhecem. A graça não é uma possibilidade abstrata, nem apenas uma promessa escatológica; ela é uma realidade revelada na história.

Na teologia bíblica, graça é o favor imerecido de Deus concedido a pecadores. Não é recompensa por mérito humano, nem pagamento por boas obras. Graça é Deus agindo em amor quando nada em nós poderia justificar tal ação. No contexto de 2 Coríntios, Paulo usa esse conceito para motivar a generosidade dos cristãos, lembrando-os de que toda doação cristã nasce da experiência prévia com a graça divina.

A encarnação de Cristo é a expressão máxima dessa graça. O Natal não começa em Belém, mas no coração eterno de Deus, que decidiu agir em favor da humanidade caída. O presépio aponta para um Deus que não permaneceu distante, mas se aproximou radicalmente do ser humano.

Embora celebremos o nascimento de Jesus no Natal, é impossível separar o presépio da cruz. A encarnação é o caminho; a cruz é o ápice; e a ressurreição é a confirmação da graça divina. Desde o início, o nascimento de Cristo já apontava para sua missão redentora.

A graça se manifesta plenamente quando entendemos que a salvação é dom gratuito. Como afirma o apóstolo Paulo em Efésios 2:8: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Deus não precisava realizar mais nada para provar o seu amor. Mesmo que nenhum outro milagre tivesse sido feito, a cruz já seria suficiente para revelar a profundidade do amor divino.

No contexto cultural do Natal, a troca de presentes ocupa um lugar central. Contudo, o verdadeiro significado da data está no maior presente já oferecido à humanidade: o próprio Cristo. Todos os demais símbolos e tradições são secundários diante dessa verdade central.

Receber Jesus é o coração do Natal. A graça já foi estampada no madeiro, e o nascimento em Belém nos lembra que Deus tomou a iniciativa de nos alcançar quando ainda éramos pecadores. Celebrar o Natal é reconhecer que a salvação não é conquista humana, mas dádiva divina.

2. O Natal como a Identificação de Jesus Conosco

A segunda afirmação de Paulo é igualmente profunda: “sendo rico, se fez pobre por amor de vocês”. Aqui encontramos o mistério da encarnação em toda a sua intensidade. Cristo, que possuía todas as riquezas da glória divina, escolheu voluntariamente o caminho do esvaziamento.

A riqueza que Cristo deixou. Antes de nascer em Belém, Jesus existia eternamente em glória. Ele compartilhava da majestade divina, da comunhão perfeita com o Pai e do louvor incessante dos anjos. Tudo isso lhe pertencia por direito. No entanto, o Filho de Deus não considerou essa posição como algo a ser retido egoisticamente.

 A encarnação representa uma renúncia real. Cristo deixou a segurança do céu para entrar na instabilidade da terra. Ele não nasceu em um palácio, mas em uma manjedoura. Não viveu cercado de privilégios, mas experimentou a simplicidade, a limitação e a vulnerabilidade da condição humana.

A pobreza mencionada por Paulo não se limita ao aspecto econômico, embora este também esteja presente. Trata-se, sobretudo, da pobreza existencial de assumir a natureza humana.

 Mais do que isso, Ele experimentou rejeição, traição, cansaço, tentação, injustiça e sofrimento. Como afirma o autor de Hebreus, Jesus foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado. Essa identificação plena faz dele o Sumo Sacerdote perfeito, capaz de nos compreender e interceder por nós.

 No presépio do mundo, Deus se faz tocável. No carpinteiro de Nazaré, Deus se faz compreensível. Na cruz, Deus se faz acessível. O Natal nos revela um Deus que não observa a dor humana à distância, mas entra nela. A famosa frase de Philip Yancey resume bem essa realidade: “Jesus, eu sou a causa da tua viagem.” A encarnação não foi um acidente histórico, mas uma decisão intencional motivada pelo amor. Cristo desceu até a nossa condição para nos elevar à dele.

3. O Natal como a Promessa da Nossa Riqueza Espiritual.

A terceira dimensão apresentada por Paulo é a finalidade da encarnação: “para que vocês, pela sua pobreza, se tornassem ricos.” Aqui encontramos o paradoxo do Evangelho. Cristo se esvaziou para nos encher; humilhou-se para nos exaltar; fez-se servo para nos tornar herdeiros.

A riqueza prometida por Cristo não é material, temporária ou sujeita à corrupção. Trata-se de uma riqueza espiritual, eterna e indestrutível. Em Cristo recebemos o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus, a adoção como filhos, a presença do Espírito Santo e a esperança da vida eterna.

Paulo fala dessas bênçãos como as “insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3:8). São riquezas que não podem ser medidas por padrões humanos, pois ultrapassam qualquer bem terreno. Da pobreza espiritual à herança eterna.

Antes de Cristo, a humanidade estava espiritualmente pobre, separada de Deus e escravizada pelo pecado. Mas, por meio da encarnação, morte e ressurreição de Jesus, fomos libertos do império das trevas e transportados para o Reino do Filho do seu amor.

Ser rico, à luz do Evangelho, não significa possuir muitas coisas, mas pertencer a Cristo. Da mesma forma, a verdadeira pobreza não está na falta de bens, mas na ausência de Deus. O Natal nos lembra que Deus nos oferece uma herança que não pode ser perdida.

O Natal também aponta para o futuro. Um dia habitaremos em um lugar onde não haverá medo, instabilidade ou ameaças. O céu é o destino daqueles que recebem o presente de Cristo. Essa esperança sustenta a fé cristã em meio às incertezas da vida.

O significado do Natal vai muito além de celebrações, tradições e símbolos culturais. Ele nos convida a contemplar a graça de Deus manifestada, a identificação profunda de Cristo conosco e a promessa da nossa riqueza espiritual. O presépio chama. A cruz confirma. A ressurreição garante. O céu aguarda.

 Reconheça que você é a razão da vinda de Jesus. Deus não esperou que você se tornasse melhor para então agir. Ele veio porque você precisava. Receba, de todo o coração, a graça oferecida em Cristo.

Feliz Natal, na esperança daquele que se fez pobre para nos tornar ricos!

 

*Pr. Luiz César Nunes de Araújo e sua esposa, Valdenice Pimenta de Araújo. Pastor da ICE Central de São José dos Campos e Presidente da Igreja Cristã Evangélica do Brasil.

“O Amor que o Evangelho Exige”

(1 Coríntios 13; Gálatas 5.6)

 

  1. Introdução

  • A igreja de Corinto era rica em dons espirituais, mas pobre em amor.

  • Paulo escreve para mostrar que o amor é o caminho mais excelente (1Co 12:31).

  • Jesus disse: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (João 13:35).

👉 O amor não é opcional; é exigência do Evangelho.

  1. Sem Amor, Nada Vale (1Co 13:1-3)

  • Paulo mostra que sem amor, até os maiores dons e obras se tornam vazios.

  • Exemplos práticos:

    • Um pregador pode falar bonito, mas se não trata sua família com amor, sua mensagem perde força.

    • Um cristão pode dar esmolas, mas se faz isso para aparecer, não há valor diante de Deus.

  • Exigência do Evangelho:

    • Jesus condenou os fariseus que faziam obras sem amor (Mateus 23:27).

    • O amor é o que dá vida às nossas ações.

  1. O Amor em Atitude (1Co 13:4-7)

  • Paulo descreve o amor em comportamentos, não em sentimentos.

  • Exemplos práticos:

    • Paciência: suportar o irmão difícil na igreja sem murmurar.

    • Bondade: ajudar alguém sem esperar nada em troca.

    • Não invejar: alegrar-se pela vitória do outro, mesmo quando você queria a mesma bênção.

    • Não guardar rancor: perdoar quem te ofendeu, como Cristo nos perdoou.

  • Exigência do Evangelho:

    • Jesus ensinou a amar até os inimigos (Mateus 5:44).

    • O amor verdadeiro se prova quando é difícil amar

  1. O Amor que Permanece (1Co 13:8-13)

  • Os dons são temporários, mas o amor é eterno.

  • Exemplos práticos:

    • A fé nos sustenta hoje, mas na eternidade veremos a Deus face a face.

    • A esperança nos anima, mas no céu já não precisaremos esperar.

    • O amor, porém, continuará, porque Deus é amor.

  • Exigência do Evangelho:

    • Jesus resumiu toda a Lei em dois mandamentos: amar a Deus e ao próximo (Mateus 22:37-39).

    • O amor é o cumprimento da Lei (Romanos 13:10).

  1. Parábola Moderna: O Agricultor e a Semente

Um agricultor tinha duas sementes.

  • A primeira era grande e brilhante, mas ele não cuidou da terra. Logo, morreu.

  • A segunda era pequena e simples, mas ele a regou com amor e paciência. Cresceu e deu frutos que alimentaram toda a vizinhança.

👉 Assim é a fé: não importa o tamanho, mas se é regada pelo amor.
👉 Sem amor, a fé morre; com amor, a fé floresce e alimenta outros.

  1. Conclusão e Encerramento em Gálatas 5:6

  • Paulo afirma: “Em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm valor algum; o que importa é a fé que atua pelo amor.”

  • Isso conecta diretamente com 1 Coríntios 13: sem amor, dons e obras não têm valor.

  • Exemplos práticos modernos:

    • No trabalho: não basta ser competente, é preciso tratar colegas com respeito e amor.

    • Na família: não basta prover recursos, é preciso dar atenção, carinho e perdão.

    • Nas redes sociais: não basta postar versículos, é preciso viver o amor no diálogo e nas atitudes.

👉 Frase final para marcar:
“A fé é a semente, mas o amor é a água que faz nascer o fruto eterno.”

 

*Pr. Vanderlei Adriano dos Santos é pastor dirigente na Comunidade Cristã Deus Faz o Impossível dos Freitas, situada na Estrada José Benedito de Oliveira Número 390, Bairro dos Freitas em São José dos Campos – SP.

Jesus é a nossa base forte!

(Mt 7:24-28 / Lc 6:46-49)

 

Vamos destacar algumas características de uma casa com base, firmada na Rocha e também comparar com uma casa firmada na areia. Depois, você fique à vontade para uma autoanálise e tirar as conclusões de como tem construído a sua casa. Vejamos.

Uma casa com base

A base é a parte mais importante da construção, pois ela vai dar o suporte sobre tudo o que vai ser construído e levantado e manter a casa firme diante do tempo, do terremoto, enchente e pancadas.

Falar da base é falar da estrutura, pois a estrutura é aquilo que sustenta o que foi ou será construído.

A casa na rocha e a casa na areia

O nosso Mestre falará de duas casas que foram construídas, uma sobre a rocha e outra sobre a areia.

A que tinha rocha sofreu ataques de chuvas, de rios que transbordaram e de fortes ventos que “bateram com força contra aquela casa” (v25), mas ela não desabou porque ela era firmada sobre a rocha. Interessante é que a tradução NVI no verso 25 diz que “ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha”. O termo usado para alicerçada é “tetheméliōto” indicando uma ação concluída com resultado permanente. No sentido de “foi firmemente alicerçada e continua firme”.

A casa que não tinha rocha, que foi construída sobre a areia sofreu os mesmos ataques, pois contra a casa caiu chuva, trasbordaram os rios, bateu fortes ventos e como resultado ela desabou de maneira que “foi grande a sua ruína” (v27).

 

A rocha é o alicerce

O evangelista Lucas ao retratar a mesma história (6:46-49) falará que para construir sobre a rocha o homem que a construiu teve que cavar, abrir uma vala até achar o platô/rocha e assim construir sobre ela. Há informações de que na região da Galiléia eles poderiam cavar até três metros de profundidade para encontrar a parte firme/rochosa. Perceba que construir sobre a rocha é preparar o alicerce sobre ela. De maneira que a base é o alicerce sendo colocado sobre a rocha. Pra subir sobre a rocha, deve-se descer até a rocha.

A base não é vista, mas aparece na hora certa

Em primeiro instante e olhar você não identifica qual casa tem base e qual não tem, pois o alicerce não é uma coisa que se vê, ele está no solo, onde ninguém consegue ver! Jesus falará de duas casas, que poderiam ser idênticas em sua aparência, porém a diferença delas não estava naquilo que se via e sim naquilo que não se via, que era a base, pois uma tinha base e outra não.

Mas como descobrir qual tem e qual não tem? A base não é vista, mas se manifesta na hora em que a casa mais precisa.

A base aparece com o tempo, pois o tempo revela quem tem estrutura e quem não tem. Pois quem não tem base, não aguenta muito tempo. Pois o tempo faz a casa sem base ceder, a parede rachar, o chão afundar. Já quem tem base, o tempo passa e a casa permanece em pé.

A base aparece quando a casa vai crescer, pois uma casa sem estrutura não consegue crescer. Ela começa crescer e já cede (corrompe, estraga), pois casa sem estrutura não consegue crescer de forma saudável.

A base aparece quando a casa é atacada, pois a força da casa não está na beleza das paredes com seus adornos, pinturas e acabamentos e sim no alicerce. É quando a casa é atacada que se percebe que o que vale não é a beleza do que se vê e sim a força daquilo que não se vê, mas está lá.

A ausência da base

Vemos que a falta da base trouxe grande ruína, tudo o que foi levantado desabou-se, pois a ausência da base traz a presença de destruição e ruína,

pois a sua ausência traz sobre os nossos inimigos e sobre as dificuldades da vida a capacidade de destruir tudo aquilo que foi levantado. De maneira que a casa não foi destruída por causa das chuvas, dos ventos, dos rios transbordando, mas sim por causa da ausência da base.

Uma casa sem base é um prejuízo certo, pois não adianta investir em levantar parede, colocar o teto, fazer o acabamento se a falta de base fará com que tudo o que foi investido seja perdido. É prejuízo de tempo, esforço, dedicação, dinheiro e emoção.

 A ausência da base faz com que aquilo que duraria muito tempo dure pouco, a presença da base faz ser durador aquilo que foi levantado.

A ausência da base faz aquilo que foi construído se torne vulnerável e desprotegido, com a presença da base faz aquilo que foi construído se tornar forte e protegido.

As motivações da falta de base

É a indisposição de gastar tempo, recursos e esforço sobre aquilo que ninguém vai perceber. Exemplo: Tem duas necessidades, cirurgia plástica e cirurgia do coração, então, decidiu optar pela cirurgia plástica em detrimento à cirurgia do coração, demonstrando insensatez, escolhendo o que não é primordial e apenas vai satisfazer a vaidade da aparência, invertendo os valores, e de consequência, acarretará a destruição, a morte.

É a ansiedade de ver as paredes levantadas e o teto posto, uma ansiedade que faz pessoas queimarem etapas, pularem processos, utilizando atalhos, que na ânsia de se mostrar e se provar faz a formação de pessoas despreparadas quando não corrompidas e mal intencionadas.

Quem prioriza base entende:

Aquilo que é construído precisa ser constante em todo o plano de Deus para sua vida.

Que todo projeto de Deus tem etapas e processos e dentro destes devemos esperar o tempo dele, e no tempo dEle crescer e amadurecer.

Com estrutura você aguenta mais, resiste mais e está preparado contra adversidades.

É a estrutura para ser maduro e entender que a aparência da casa sempre será menos importante do que a base desta. A Rocha sempre será mais importante.

Se preocupar com base é ser prudente

Uma pessoa que na busca dos seus objetivos e sonhos está preparada para os imprevistos e adversidades.

Uma pessoa prudente é responsável.

Ouvir e praticar devem andar juntos. Ouvir sem praticar é nada e praticar sem ouvir é uma tragédia.

Se preocupar com base é desejar profundidade

Aquilo que é raso não surte efeito, profundidade é estar incomodado com o raso.

Se preocupar com base é valorizar aquilo que ninguém vê

É uma questão de você não estar preocupado em construir algo para os outros reconhecerem e sim para você desfrutar.

Deixaremos alguns versículos para melhor sua meditação, entendimento, compreensão e como colocar em prática os ensinamentos: “José no Egito…” (Gn 39:9); “Quando entrares no teu quarto fecha a porta…” (Mt 6:6); “Não saiba a sua mão direita o que fez a sua esquerda…” (Mt 6:3); “Davi quando mata urso e leão…” (1Sm 17:34-37)

A Rocha

“Porque a sua rocha não é como a nossa Rocha, sendo até os nossos inimigos juízes disto”. (Deuteronômio 32:31).

“Porque apregoarei o nome do Senhor; engrandecei ao nosso Deus”. “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é. (Deuteronômio 32:3,4).

“E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18).

Reafirmamos que Jesus Cristo é a nossa Rocha e que nos dá segurança para continuar caminhando em vitória rumo a nova Jerusalém Celestial!

Deus abençoe rica e poderosamente.

Bispo Thiago Henrique é presidente da Comunidade Cristã Deus Faz o Impossível em São José dos Campos com sede na Avenida Pico das Agulhas Negras, 1745 – Jardim Altos de Santana, São Jose dos Campos – SP.

O Poder das Palavras!

 

Quantos de nós tivemos pais que nos orientavam dizendo: “Tome cuidado com suas palavras”.

“Pense antes de falar”

“As palavras têm poder” E tem mesmo! Imagine que tudo foi criado através da Palavra do nosso Deus! Gênesis 1 diz: “E disse Deus: Haja luz, e houve luz”. Deus usou a sua palavra criadora para criar tudo o que há no mundo!” E na Bíblia também encontramos um texto bastante interessante em Provérbios 18:21 que diz que: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.”

Nossos pais não estavam equivocados! As palavras realmente trazem um peso enorme sobre as nossas vidas e na vida de quem nos cerca e esse efeito pode ser positivo ou negativo. E é isso que o apóstolo Tiago nos diz no capítulo 3. 5 e 6 sobre o poder transformador e até mesmo destruidor da língua: “Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é fogo…”

Ao longo dos séculos as palavras foram mudando de ambiente, antes elas eram proferidas especialmente pelas autoridades: elas mandavam e os outros obedeciam. Depois as palavras foram dominadas pelos profetas, reis, filósofos, líderes eclesiásticos e familiares: eles determinavam e os outros seguiam suas palavras. Hoje em dia, a palavra falada ou escrita está disseminada seja através das redes sociais, canais de streaming, dos livros, dos púlpitos das igrejas e de muitas outras formas. A palavra é proferida por todos, de várias formas e por todos os meios. Somos bombardeados todos os dias com uma enxurrada de conselhos, pregações e muitas opiniões. A comunicação nos últimos anos se multiplicou exponencialmente! Hoje a palavra é de domínio público, todos falam, todos emitem opiniões e se comunicam. E isso quer dizer que, tanto podemos edificar, influenciar, transformar ou mesmo destruir com nossas palavras, quanto somos edificados, influenciados, transformados ou destruídos por tantas vozes proferidas.

Sendo assim, o nosso filtro e a nossa peneira seletiva precisam estar muito bem embasados em princípios e valores eternos, princípios e valores de Jesus, senão esse conteúdo vai inundar as nossas mentes e nos tornar totalmente vulneráveis a palavras que muitas vezes vão enfraquecer a nossa fé e a nossa comunhão com Deus.

Portanto, primeiro, devemos ter cuidado com as nossas palavras. Provérbios 15.1 diz que “… a palavra dura suscita a ira”. Façamos uma reflexão de como têm sido as nossas palavras! Palavras suaves, sábias e cheias de gentilezas têm o poder de trazer calma, paz, diminuir conflitos, enquanto palavras ásperas fazem exatamente o oposto. Para isso devemos encher o nosso coração de Deus e pedir que o Espírito Santo guie nossos lábios, pois a palavra diz em Lucas 6.45 que “… a boca fala do que está cheio o coração.” Então, isso nos mostra que as palavras são uma expressão do nosso interior. O que expressamos através das nossas palavras, revela quem somos por dentro.

E segundo, precisamos pedir sabedoria ao Senhor sobre o que acessamos na internet, sobre quais livros estamos lendo, sobre quais informações estamos consumindo, sobre o que ouvimos e o que reteremos dessa avalanche de informações disponíveis. Sabedoria para proferir palavras e sabedoria para consumir palavras, esse deve ser nosso pedido a Deus!

E para finalizar a nossa breve reflexão, muitas vezes não entendemos muito bem toda a dimensão do peso das nossas palavras, mas gostaria de enfatizar que Jesus ensina que nossas palavras selam o nosso destino e têm peso espiritual para toda a eternidade, e isso fica muito claro no texto de Mateus 12. 36 e 37: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.” Palavras são muito mais do que imaginamos, elas têm um poder inimaginável. Reflita sobre isso!

 

*Eunice do Nascimento e Silva CEO da Editora Sementes e Membro da Igreja Assembleia de Deus Missão, Pós-graduada em Teologia Sistemática e Mestranda em Divindade em São José dos Campos – SP.

O poder da Fé!

No evangelho de Marcos capítulo 5 do verso 25 em diante, a Bíblia fala a respeito de uma mulher que sofria de um fluxo de sangue por 12 anos, e que à procura da cura gastou tudo quanto tinha indo aos médicos, mas nada disso adiantou, antes sua situação ainda piorou!

Porém, diz a Bíblia, que esta mulher ao ouvir falar de Jesus que cercado por uma multidão passava diante dela, que veio por detrás dele e tocou na sua veste, porque ela dizia consigo mesma: “se tão somente eu tocar na sua veste serei curada!”

E feito isso, diz a Palavra de Deus, que logo cessou o seu fluxo de sangue, ou seja, sua hemorragia. O interessante é que Jesus, mesmo sendo apertado por uma multidão, percebeu o toque da mulher e perguntou quem me tocou? No que a mulher se aproximou temendo e tremendo e disse para Jesus toda a verdade.

Jesus respondeu prontamente: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.

Percebam que esta mulher ao tocar em Jesus com fé, recebeu não somente a cura de sua enfermidade, mas foi chamada de filha, ou seja, encontrou paternidade em Deus, confirmando o Evangelho de João 1. 12: “Mas a todos quantos o recebeu, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.

Alcançou não somente a cura de sua enfermidade, mas a salvação pela fé em Cristo Jesus como Único e Suficiente Salvador!

Prevaleceu o registrado em Romanos capítulo 10, versos 9 e 10 que diz: com a boca se confessa e com o coração se crê para a salvação!”

E, por fim, alcançou paz, a paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4.7), como também  se libertou do poder do mal (João 8.36).

Se aproxime de Jesus e toque nele pela fé para que você seja alcançado(a) com todas essas bênçãos que alcançou esta mulher que padecia de um fluxo de sangue e recebeu a cura, mas principalmente a salvação.

Deus te abençoe grandemente!

*Pr. Diego Bento é pastor da Comunidade Cristã Deus Faz o Impossível  Bela Vista, à Rua Delfino Mascarenhas, 395, em São José dos Campos-SP.

 

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